Autores chineses exigem compensação do Google por livros digitalizados
Um grupo de autores chineses entrou com um pedido na última quarta-feira (18/11) para que o Google compense escritores que tiveram livros digitalizados pela companhia sem permissão, aumentando a tensão no país sobre o projeto de biblioteca digital do portal.
Trata-se da segunda vez em alguns dias que uma companhia norte-americana é acusada na China por violação de propriedade intelectual. Uma corte do país decidiu que o uso de algumas fontes pela Microsoft violava os direitos autorais de uma companhia local, e ordenou que a empresa parasse de vender versões dos seus sistemas operacionais contendo a fonte, incluindo o Windows XP.
Agora, a Associação de Escritores Chineses pediu para o Google apresentar um plano até o fim do ano que dê uma compensação aos autores que tiveram os livros digitalizados sem permissão. Um grupo local de proteção de direitos autorais disse que pelo menos 17 mil livros chineses estão nos planos do Google Books.
O programa Google Book Search, que digitaliza milhões de livros e coloca parte do conteúdo online, encontrou problemas judiciais em outros países também. Nos Estados Unidos, autores e editoras lançaram uma ação judicial contra a companhia em 2005.
O grupo chinês de direitos autorais conversa com o Google para compensar os donos dos direitos pelos livros digitalizados.
“Autores chineses já esperaram pacientemente por muito tempo, mas ainda não viram um resultado satisfatório”, diz um comunicado do grupo de autores. O grupo demanda que a empresa divulgue uma lista completa de livros de autores chineses que foram digitalizados e declarou que o Google não poderá escanear mais nenhum trabalho chinês sem permissão.
Ações legais por empresas chinesas para protegerem propriedade intelectual são comuns, mas a pirataria segue dominando o país. Livros, DVDs e programas de computador são facilmente encontrados pelas ruas chinesas.
(Owen Fletcher)
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