Compras de Natal pela internet crescerão mais de 10% entre os paulistanos
Para a aquisição desse item, considerando a soma das notas 4 e 5, 58,8% dos entrevistados responderam que é importante e muito importante obter o serviço no próximo ano. Praticamente, o mesmo percentual apresentou a resposta em adquirir internet com banda larga: 58,4%, também considerando a soma das notas 4 e 5.
67,2% dos entrevistados acessam a internet de alguma forma. No geral, a maior parte o faz em casa (76,1%), seguido pelo uso no local de trabalho (41,7%), em lan house (28,2%), na casa de parentes e amigos (21,9%) e por fim em escola ou faculdade (16,7%).
Quando perguntados em quais locais se gasta mais tempo com a internet, no total 57% afirmaram que utiliza mais tempo conectado em casa, 23,4% no trabalho, 11,5% em lan house, 5% na casa de parentes e amigos e 3,2% na escola ou faculdade.
Sandra destaca que mais de 50% das pessoas nas classes A, B e C passam mais tempo conectadas à rede mundial em casa, enquanto que nas classes D e E ficam divididas entre o uso em casa e lan houses. “Os dados mostram que o uso e o tempo de internet ainda estão muito relacionados às características e comportamentos de cada uma das classes sociais. O baixo acesso à internet no trabalho pelas classes D e E está relacionado diretamente à sua profissão, uma vez que desempenham atividades na maioria das vezes em ambientes externos, onde não há a disponibilidade de computador”.
O tempo de acesso à internet também merece ser destacado, pois 38,6% responderam que ficam acima de 10 horas conectados por semana, 29,9% de 5 a 10 horas e 31,5% de 1 a 4 horas. “Ao analisarmos essas respostas, concluímos que, quase 70% dos entrevistados usuários de internet passam, no mínimo, 5 horas conectados durante a semana”, diz Sandra acrescentando: “Notamos também que o tempo de uso é menor nas classes D e E justamente por se conectarem em lan house, fazendo uso mais racional da ferramenta em função de seu custo”.
E-mail é o serviço mais comum no uso da internet: 88,5% possuem conta. Já a publicação de conteúdo por meio de blogs, Twitter, site pessoal conta com a adesão de apenas 38,2% dos paulistanos. Por sua vez, somente 31% dos entrevistados participam de grupos de discussão.
O Google é o site mais acessado, seguido pelo Orkut, MSN, Hotmail, YouTube, UOL, Yahoo!, Gmail, Terra, iG, BOL, Twitter e Facebook. “Percebemos que há uma grande concentração de sites em que o internauta paulistano possui sua conta de e-mail, seguido por site de busca, portais de notícias, informações e os de relacionamento. Aliás, sites de relacionamento são mais acessados pelas classes D e E, que tem o Orkut, liderando a pesquisa à frente do uso do Google, que por sua vez é a preferência de acesso das classes A, B e C”, acrescenta Sandra.
Com 15% do total, o site de informações mais acessado é o Globo.com, sendo que nas classes A e B quase não existe diferença para o da Folha Online, que fica na segunda colocação.
No geral, com 10% do total, o portal de lojas/serviços mais acessado é o Mercado Livre, sendo que nas classes A e B ele aparece na segunda colocação, pois o mais acessado são os sites de bancos com 11,7%.
As compras pela internet já atingiram quase 30% dos paulistanos pesquisados. 56% compraram pela internet nos últimos 6 meses. Porém, nas classes A e B, o percentual sobe para 39%. “O que limita as compras pela internet é a vontade das pessoas de ver, provar, manusear o produto. Nas classes mais baixas, principalmente, existe também certa desconfiança com relação a se o produto será entregue, se não chegará produto errado no lugar do pedido, se não cairá em um golpe e se haverá mesmo confidencialidade dos dados do consumidor”, afirma Sandra.
Entre as pessoas que recebem propaganda pelo e-mail, 27,3% adquiriram algum produto que foi divulgado. As classes A e B foram as que mais compraram por propaganda e-mail, superando os 30%. “Chega a ser surpreendente saber que, entre os entrevistados, 50,6% lê às vezes e 27,3% sempre lê as propagandas e-mails que recebem. Apenas 22,1% não lêem essas propagandas”, analisa ela.
A segurança de se comprar pela internet também foi abordada na pesquisa. 40,8% dos paulistanos pesquisados não se sentem seguros em fazer compras via web. Somente 36,5% acham seguro.
Não há uma relação direta apontando que a internet deve ser utilizada apenas para compras de produtos e serviços de pequeno valor. Mesmo assim, 29,4% das pessoas que responderam à pesquisa acreditam que não se deve utilizar a internet para aquisições de grande valor.
Curso à distância ainda é algo novo. Perguntados se já tinha feito algum curso online, apenas 16,1% responderam que sim. Entretanto, 24,7% têm interesse em fazer cursos online. “Na questão de cursos à distância, a porcentagem daqueles que teriam interesse aumenta, se comparada ao dos que já fizeram”, diz Sandra.
Com relação a cursos e treinamentos para aperfeiçoamento profissional, hoje, levando em consideração o tempo livre, somente 10,6% prefere fazer via internet.
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